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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A done something is better than a perfect nothing

Seis meses depois de ter postado nesse blog pela última vez, eu ainda não acredito que finalmente voltei. Já estava ensaiando o retorno, mas ainda não sentia que era “chegada a hora”. Talvez nem tenha chegado. Não tive um grande estalo, ou coisa parecida. Estava fazendo o layout da minha amiga, quando resolvi fazer um também. Aí gostei tanto do resultado que pareceu desperdício deixar de colocar no ar.

Essa imagem da Felicity com seu gravador antigo estava salva no meu computador há tanto tempo que eu já nem me lembrava dela. É um tanto irônico que a protagonista de uma das minhas séries favoritas envie fitas cassete (sim) com suas confidências para a melhor amiga, por se expressar melhor falando do que escrevendo, quando comigo acontece exatamente o contrário.

Me atrapalho para falar, gaguejo, interrompo os outros, falo demais. Não edito. Quando estou na frente do computador, ouvindo o barulho do teclado enquanto olho para  a tela, algo dentro de mim parece certo. Ainda mais mágico é o som da caneta deslizando no papel. A letra que muda todo santo dia. O borrão que me lembrará para sempre da lágrima que o provocou. Por que então abandonar um blog, se gosto tanto de escrever? Bom, existe mais de uma resposta para esta pergunta.

Na verdade, eu tenho escrito muito. Todos os dias desde 8 de dezembro. Só não aqui. Em um journal de passarinhos que guarda incontáveis memórias e tudo aquilo que às vezes não tenho coragem de contar para ninguém. É algo que faço apenas para duas pessoas: aquela que sou hoje e minha versão do futuro, que talvez algum dia decida sentar na varanda de casa para ler minhas palavras. Resolvi manter um diário porque sentia falta de escrever.

E isso aconteceu quase ao mesmo tempo em que descobri uma das coisas mais importantes da minha vida até aqui: preciso escrever para mim, em primeiro lugar. Desenhar para mim. Gravar vídeos para mim. A done something is better than a perfect nothing é meu novo mantra. Não importa se não sou boa o suficiente e os outros insistam em me lembrar disso a todo momento. Não é por eles que estou fazendo. Pode ser bem difícil cravar isso na mente, mas eu me esforço.

Também passei por uma fase de abandonar tudo o que estava ao meu redor e olhar para dentro. E foi justamente nesse período que comecei a entender o porquê de deixar as coisas para trás. 2014 foi um ano de mais sofrimento do que alegria, mas agora, quando me lembro dele, sinto uma certa gratidão por tudo o que me ensinou. Enquanto eu passava por ele, essa clareza toda não era tão fácil de notar. Chegou o dia em que achei que o nome desse blog não combinava mais comigo. Me dar conta disso doeu tanto que precisei ir embora, vocês entendem?

Mas eu me vejo mudando a cada dia. Não sou mais a mesma de 2014. Nem de seis meses, ou uma semana atrás. E talvez ainda nem esteja pronta para isso, mas Felicity e seu gravador representam minha vontade de voltar a me expressar da melhor forma que conheço. Esse espaço - que completou 5 anos no primeiro dia de 2015 - sempre foi um bom abrigo. O resto eu ainda estou descobrindo.

SUN

Love, Tary

P.S: Ainda acredito nos rodopios.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A louca das séries - parte I

Demorei bastante para escrever a respeito das séries favoritas justamente por passar tempo demais assistindo minhas séries favoritas. Sou completamente viciada nesse formato de contar histórias através de episódios de quarenta ou vinte minutos. Pensando bem, claro que eu sou. Caso contrário, por que veria 23 séries? Não há como negar: bons seriados se aprofundam muito mais no desenvolvimento de personagens do que filmes ou novelas. Por isso, quando a Renata me convidou a tagarelar sobre elas, mal pude esperar. O único problema foi decidir quais eram as preferidas. Não vou conseguir e pronto, desculpem. O máximo que posso fazer é dividir em dois posts, um contendo minhas séries favoritas de todos os tempos e outro que contenha as de ultimamente. E limite de quantidade? Não sei o que é isso. 

Minhas séries favoritas de todos os tempos


Todo mundo adora falar mal de Felicity, mas eu nem ligoesta sempre será a série que me fez gostar de séries e nenhuma outra jamais conseguirá competir com isso. Lembro de gostar desde o piloto, ficar curiosa com a garota de cabelos rebeldes recebendo um recado do garoto mais popular da escola em seu year book e mudando todo o curso de sua vida por causa disso. Ela toma coragem para se livrar dos pais opressores, vai fazer faculdade em New York, se apaixona, faz inúmeras burradas e amadurece à força. Era uma série simples, doce, sem acontecimentos bombásticos, mas com grandes citações, coadjuvantes inesquecíveis que me faziam rir horrores, chorar na mesma proporção e me apaixonar ainda mais a cada episódio. Simplesmente marcou a minha vida para sempre. Os medos, as dúvidas, a escolha da carreira, os sonhos, as decisões estúpidas. Quem nunca foi Felicity que atire a primeira pedra. 

Talvez eu tenha um fraco por séries protagonizadas por meninas com nomes exóticos, mas   Blossom é minha queridinha desde que eu tinha sete anos, assistia pelo o SBT ao lado da minha tia e esperava ansiosa pelos novos episódios. Como já escrevi aqui, a sitcom mostrava a vida de uma adolescente comum, inteligentíssima, nada bonita, mas com um coração enorme e uma família de dar inveja. Lembro de me arrumar para ir à escola enquanto acompanhava as desventuras dela, ria dos irmãos atrapalhados, do pai ciumento e da melhor amiga tagarela. Quando assisti novamente, no ano passado, me encantei de novo. Inesquecível.


Se existe uma série pra se recomendar sem medo de ser feliz, essa série é Gilmore Girls. Tenho pena de quem consegue não gostar da trajetória de Lorelai e Rory, das idas ao Luke's, das milhões de referência pop, do vício por café e de Stars Hollow, a cidadezinha mais simpática da televisão. Impossível não se emocionar com a relação das duas, querer ser amiga delas e participar de uma movie-night recheada de junkie food, tentando entender alguma coisa na rapidez daqueles diálogos. Gilmore Girls é apaixonante!


Você conhece outra série que faz rir há 40 anos? Provavelmente, não. Milhões de crianças cresceram assistindo e adorando Chaves. E mesmo sendo sinônimo de infância, Chaves é amado até hoje por ser inocente, engraçado sem fazer esforço e simplesmente adorável. Pobres das gerações que não conseguem ver graça no menino orfão desastrado, na garota levada de óculos e maria-chiquinha, no bochechudo mimado e em todos os outros personagens que fizeram dessa série tão especial para tanta gente. 


Como o próprio nome diz, The Tudors conta a história da dinastia que começa com o rei Henrique VIII, conhecido por ter se casado seis vezes, fundado uma nova religião pra validar um desses casamentos e mandado cortar a cabeça de duas das esposas. Gosto principalmente porque Henrique e suas esposas - em especial Ana Bolena - são meus personagens históricos favoritos, as interpretações são excelentes, a produção é muito boa e Jonathan Rhys Meyers é demais. Ele interpreta Henrique exatamente como deve ser: sedutor na mesma frequência em que é completamente desprezível. Pena que não continuaram a série, adoraria ver a saga de Blood Mary e Elizabeth I também. 


Se alguém me disser que não gosta de Friends, vou morrer de medo dessa pessoa. Sério. Pode até  não curtir o formato, se irritar com as risadas de fundo ou desgostar de algum dos personagens, mas se você não gosta da série, em si, existe algo de muito errado contigo, desculpa aí. É totalmente possível fazer maratonas infinitas e rir todas as vezes com as histórias desse grupo de amigos hilários. Aliás, se eu tivesse que escolher só uma série pra ver na minha vida inteira, seria Friends. E o Chandler é o melhor!


Todo mundo sabia que Skins daria as caras nessa lista, né? Desde os primeiros posts desse blog eu sempre deixei claro o quanto essa série é importante na minha vida. O fato de conter a minha personagem favorita de todos os tempos, Cassie Ainsworth, já diz muita coisa. Aliás, Skins é a única série não-cancelada que citei aqui, pois mesmo que as próximas gerações me decepcionem, vou me lembrar com carinho da primeira e da terceira. Sempre vou me lembrar do quanto a técnica e a trilha sonora são impecáveis também. Porém, mais importante que tudo, sempre vou me lembrar do quanto alguns desses personagens fazem parte de mim. Penso que se as pessoas têm um preconceito danado com Skins, ainda não se ligaram: é muito mais do que sexo, drogas e rock'n roll. Vida, amor e juventude à flor da pele. Isso é o que representa pra mim. 

Levei horas pra escrever esse post. Nem imagino quanto tempo vou demorar pra fazer o próximo. Quanto aos indicados, acho que Gab e Mayra iam gostar de responder. O combinado é listar as 10 melhores séries, mas podem roubar como eu fiz (:

Love, Tary

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

10 coisas, selinhos e blogs

Aproveitando que recebi dois selinhos das queridas Kelly e Hoho'n (muito obrigada, meninas!), vou me redimir de não ter participado do #blogday e, de quebra, cumprirei a regra do primeiro selinho: dizer 10 coisas sobre mim. Primeiro, os mimos:


10 coisas sobre mim

1) Nunca quebrei um osso sequer, mas já devo ter ralado até a testa. Isso mudou um pouco do 2° ano pra cá, mas eu VIVIA caindo e, ocasionalmente, derrubando a pobre amiga do meu lado.

2) Eu amo fazer listas - mesmo sendo péssima nisso - e todos os anos faço uma de presentes de aniversário e só mostro quando alguém insiste. Na verdade, gosto de organizar meus desejos de consumo em ordem de importância pra não sair comprando coisas inúteis. Não que isso aconteça muito, porque quando estou deprimida compro livros como se não houvesse amanhã e bom, livros nunca são inúteis.

3) Falando nisso, sou maluca por livros e DVD's. São os presentes perfeitos pra mim. Não posso entrar nas Lojas Americanas ou na livraria do shopping sem PRECISAR de algo. Aliás, quando saio dessas lojas sem nada, me sinto a rainha do auto controle. Juro.

4) Já estudei com uma pessoa que se tornou MUITO famosa. E isso ainda me parece estranho e engraçado. Imagine a pessoa que senta ao seu lado na sala de aula sendo perseguida por fãs histéricos na  TV . Imaginou? Engraçado? Pois é!

5) Minha cor favorita é lilás. Meu vestido de 15 anos foi lilás, meu quarto é lilás e, provavelmente, metade das minhas roupas também. Confesso que tenho um pouco de "ciúmes" quando alguém compra alguma coisa lilás que não é pra mim. Não é à toa que, na minha família, a cor é conhecida como "da Tary".

6) Meu livro favorito de todos os tempos - entre muitos - é A Menina que roubava livros, mas eu poderia ficar horas falando sobre Clarissa, Meu Pé de Laranja Lima, Aos Meus Amigos, Antes de morrer, Eu sou o mensageiro (...). Com filme é a mesma coisa,"O Mágico de Oz" ganha por ser meu preferido desde que me entendo por gente, mas a lista é interminável. Quando se trata de seriados é diferente, Felicity é a série da minha vida e acho difícil que outra supere - ahá, posso jurar que muitos apostavam em Skins!

7) Eu definitivamente me casaria com: Mark Ruffalo, Jude Law, Louis Garrel, Henry Cavill, Jim Sturgess, John Mayer, Jonathan Rhys Meyers, Nicholas Hoult, Ewan McGregor, Joseph Gordon Levitt (...) Polígama, eu? Isso porque não mencionei os personagens, né.

E quem pode me culpar?

8) Sou uma pessoa estranha quando se trata de música. Tenho minhas fases musicais e outras nem tanto, mas pode ter certeza, sempre estarei escutando: Cazuza, Legião Urbana, Adele, John Mayer (apaixonada  <3), She & Him, Amos Lee, Norah Jones, Verde Velma (hum, merece um post), Mandy Moore, Leoni, The Beatles + a trilha de Across the Universe, Switchfoot, Lifehouse, Nando Reis, Rita Lee, Frejat (...)

9) Reparo muito nos detalhes da vida. O céu, folhas, pessoas, sons da natureza. Por causa disso preciso sempre me manter atenta. Caso contrário, acabo esquecendo tudo, descendo no ponto de ônibus errado, confundindo pessoas.

10) Minha miopia (e astigmatismo) já me fez pedir desculpas por esbarrar num MANEQUIM DE LOJA. Ou seja...

10 blogs queridos e recomendados

Esses são blogs que adoro e visito bastante, sempre à procura de novos posts. Pessoas, sintam-se à vontade para postar os selinhos e as dez coisas sobre vocês!


Love, Tary

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mudanças? Talvez.

Está indo em busca do Talvez, Felicity?

Quando sua vida muda, parece que alguma coisa dentro de você desperta. Podem reparar, no exato momento em que algo exepcional te acontece, uma tênue e aguda dor perpassa pelo corpo. Não é uma dor ruim - por mais estranho que isso possa parecer -, mas um sentimento tão vísceral, tão estridente que é impossível não sentí-lo fisicamente, como se fosse um beliscão atrevido dado pela vida.

Uma perda de fôlego combinada com uma vontade de ficar - e sorrir - e - de chorar -, fugir. Vontade de encarar o novo e vontade de enfiar a cabeça na terra como fazem os avestruzes. Eu sinto essa dor, sinto medo e ansiedade. Sinto misturas. Misturas de coisas que nem sei o nome. Fico analisando as possibilidades, prevendo o futuro, revendo o que já passou.

Sou tão Felicity que até assusta. Ela era assim, lembram? (A Lari eu sei que sim!) Analisava cada passo, cada desvio de cabeça, cada meio sorriso, cada olhar perdido, cada risada alheia. E não importava o quanto fosse inteligente médica-artista-gerente de café, sempre fazia escolhas erradas: quando o Ben a queria, ela queria o Noel. Quando o Noel a queria, ela queria o Ben. Quandos os dois a queriam, preferia ficar sozinha ou com alguém do lado de fora do triângulo. Mesmo quando estava feliz vinham as dúvidas, os medos que ela gravava em fitas, pedindo os conselhos de Sally.

E é aí que eu sou menos Felicity, ela dizia que gravava seus pensamentos em fitas porque se expressava melhor, dizia tudo sem freios e não tinha tempo de se arrepender. Eu, não. Estou em tudo o que escrevo. É nas palavras que consigo ser quem sou de verdade.Agora estou falando em palavras porque percebo mudanças também nelas. O que eu sinto por dentro se reflete nas pontas dos dedos que tocam as letras e as transformam nessas palavras tão minhas, tão "mim", tão agora e tão talvez.

Falando nisso, vocês já sentiram vontade de talvez? Eu sinto uma vontade louca disso. O Talvez para mim é quase um mistério personificado - por isso a letra maiúscula agora. Uma condição que quero, desprezo, preciso, digo, tenho e até persigo. Será que existe um Talvez esperando que eu o transforme em "Sim"? Como essa carta que escrevi uma vez. Nela, a "Solidão" era remetente e o "Futuro", destinatário. A pobre Solidão pedia ao Futuro que quando chegasse apenas mudasse seu triste nome. Simples assim. Como se uma simples mudança de nome, transfigurasse tudo.

As mudanças são de dentro para fora, de fora pra dentro. Trazem dor, guerra, lágrimas, beijos, paz, coragem. Trazem Solidão e Futuro. Também trazem Talvez. E talvez, até tragam "Sim". Quem sabe?

Love, Tary