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sábado, 11 de janeiro de 2014

Para anotar a dor e a delícia dos 365 dias

Finalmente gravei o vídeo mostrando a vocês a agenda que usarei (e Deus ajude que eu use mesmo) este ano, seguindo a proposta da Analu. Comprar agenda pra mim é tradição. Até tentei acabar com isso em 2014, mas assim que minha irmã me ofereceu uma de presente de Natal, não pude resistir. Guardo as minhas desde 2004! Dez anos, minha gente! Dez anos de vergonha para consultar, já que reler agendas me deixa vermelha de tanto rir. Fiz isso com a minha irmã recentemente e as risadas preencheram meu quarto. O problema é que nenhuma delas (a não ser as que eu usava só para citações e colagens dos ‘gatos’ da vez, segundo a Capricho, claro) têm coisas escritas até dezembro. Mais uma das minhas resoluções de ano-novo jamais cumpridas. Em 2013, o fiasco foi ainda maior, acho que foi a agendinha que menos usei na vida. E ela era tão linda, vocês lembram? Bom, espero não terminar 2014 com a mesma sensação. Vejam o vídeo e me obriguem a usar essa lindeza nos comentários. Ah, não mostrei, mas ela fica ainda mais bonita com a página toda escrita!

Love, Tary

sábado, 8 de dezembro de 2012

Um pouco de ousadia, talvez

Acho que vocês conseguiram notar algo de diferente por aqui. Se a resposta for negativa, suba sua barra de rolagem e dê uma olhada na garota exausta com uma nuvem cinza sobre a cabeça. Repararam? Pela primeira vez na história desse blog nós temos um layout sem as típicas folhinhas. “Você e suas folhinhas!”, diria a Analu, entre risos. É, elas foram aposentadas e espero que ninguém chore de saudades. Eu mesma já superei. Esse layout é a coisa mais simples e autobiográfica que eu já fiz. Poderia fazer toda uma explicação filosófica a respeito? Aham, poderia. Porém, vou confiar na sensibilidade de quem – ainda – lê esse blog.

Mas deu pra sacar, não deu? Sem personagens identificáveis nos quais me apoiar, sem casais fofinhos de filmes, sem a Cassie. Sei que já citei as “personagens identificáveis”, mas entre todas que passaram por aqui, ela foi a única que esteve presente na maioria esmagadora dos templates. E, por fim, sem as folhinhas. A mais drástica alteração. Entendam a mudança como quiserem. Insiram o título bobo desse post aqui. Sei lá.

O fato é que muita coisa aconteceu desde o meu penúltimo post. Muita mesmo. E não sei como eu consegui ficar tanto tempo sem escrever sobre elas. Sem despejar por aqui tudo o que eu senti e vivi nos últimos tempos. Só que ainda não é o momento. A essa altura todo mundo deve saber que eu tirei 10 no meu TCC, mas ainda quero escrever detalhes a respeito. Só que eu sinto que se for falar disso, vou precisar falar de 2012 inteiro. E isso não será um post qualquer. “Será uma iluminação na vida!”, parafraseando a Renata.

Enfim, me alonguei um pouco. E tenho que trabalhar daqui a pouquinho, o que me faz odiar a mim mesma um pouquinho por ainda estar acordada. Estudos deveriam ser feitos sobre a minha capacidade altamente sabotadora de estar quase caindo no sono e simplesmente decidir mudar tudo no meu blog. Espero sinceramente não ter decisões do tipo quando se tratar de um apartamento. Pelo menos não de madrugada.

Love, Tary

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cochilar é preciso

Estou de férias do estágio desde o primeiro dia deste mês, lendo livros para desenvolver o meu TCC e tentando cumprir com o cronograma que eu mesma estabeleci. O que é bem difícil quando você está fazendo o trabalho só e sozinha, mas enfim, a gente supera. O fato é que por dois dias dessa primeira semana descompromissada, me deixei levar por um pequeno prazer não desfrutado pela minha pessoa há muitos séculos: cochilar a tarde. E nesses dias em que me rendi àquela dormidinha básica depois do almoço, pude constatar o seguinte: sonhos bizarros são mais frequentes nesse período. Tá, eu sei que a gente sonha sempre que cai no sono, mas a questão é que eu consigo me lembrar muito mais claramente do que sonhei quando durmo a tarde.

Hoje a coisa foi tão, mas tão estranha. Estava lendo meu O Retrato de Dorian Gray, feliz e animada com a escrita do Oscar Wilde, quando as pálpebras começaram a pesar toneladas. Apaguei. E de repente eu estava na cobertura de um hotel na Grécia. Eu. Em uma cobertura. Na Grécia. Com vista para o mar e janelas enormes. Aí um amigo meu chegava, mais aleatório do que tudo nessa vida, com várias caixas de pizzas na mão, querendo subir pra gente conversar. Só que o elevador estava quebrado e a gente teve que subir pelas escadas.

Meu amigo, sendo igualmente lesadinho no sonho, entrava no quarto de um grego sem querer porque eu, claro, não lembrava o número do meu quarto. Então o grego começava a gritar e correr atrás da gente, e nós continuávamos subindo as escadas. Correndo horrores. E carregando as pizzas! Então a Brigitte Bardot (?) apareceu na nossa frente e eu acordei. Gente, como assim? Eu jamais me lembro desses sonhos malucos – se é que eu os tenho - de manhã. Fora que as coisas que eu sonho durante a noite são sempre em preto e branco. O que faz com que eu me sinta um cachorro, juro pra vocês.

Porém, tudo deve ter um motivo lógico. Ontem eu vi um vídeo em que a Rosana Hermann falava sobre a Grécia. Hoje conversei bastante com o tal amigo das pizzas. Também me perguntaram no ask.fm quais os cabelos famosos que mais invejo e, obviamente, citei La Bardot. Acho que Freud explica, né? Mas será que minha teoria tem fundamento e os sonhos bizarros se multiplicam durante a dormidinha pós-almoço? Tenho quase certeza. Ou talvez sejam apenas artimanhas ocultas para te fazer viver coisas divertidas e inusitadas através de cochilos despretensiosos. De qualquer forma, recomendo a experiência. Cochilar é preciso.

Joey e Ross sabem do que eu estou falando

Love, Tary

P.S: Cochilo é uma palavra engraçada.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Figurante do Woody Allen

Gosto de coisas antigas. Filmes em preto e branco, livros clássicos, músicas. Meu cantor favorito já se foi há mais de 20 exageros, um ano antes de eu nascer, o que me enche de tristeza como se tivesse ido a todos os shows, conhecido pessoalmente, pegado autógrafo e tirado foto.

As canções favoritas da minha vida, meus dois hinos, meus dois mantras também são de outra época, tocaram primeiro em quartos sem internet nem televisão. Adoro sair pra dançar, mas não me importo em ficar em casa fazendo da minha cama o meu mundo, bem 90 aninhos, escrevendo cartas e desenhando corações.

Admiro mulheres de outros tempos, algumas lá da Idade Média, me inspiro em coisas que nem devia conhecer, fico nostálgica com coisas não vividas. No fundo – ou na superfície –, eu me encaixaria perfeitamente, assim como milhões de outras pessoas, naquele roteiro do Woody Allen, aquele mesmo que ganhou o Oscar e ele não foi buscar.

Porém, não sou insatisfeita com o meu tempo. Coloco todas as músicas da antiga pra tocarem lado a lado com as novas. Canto meus hinos todos os dias sem nem me importar se vão me achar louca por passar a vida cantarolando pelos cantos –mesmo quando morro de vergonha ao notar que fui surpreendida nas minhas cantarolices – , coloco as mulheres admiráveis pra estampar o meu espaço.

Eu não vivo de passado, mas gosto de olhar para trás, experimentar as histórias e depois contar o que aprendi. Pode me chamar de pós-moderna, dizer que não me aprofundo no passado, no presente ou no futuro. Pode dizer que eu quero tudo de uma vez. Quer saber? Eu quero mesmo.

Love, Tary

P.S: Dedico esse post a uma certa pessoa que ficou me atormentando no Facebook para postar. Qualquer reclamação sobre a qualidade do texto, favor trollar aqui.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pontos aleatórios e um questionário

Já  que ando com as ideias totalmente embaralhadas, resolvi fazer um post exatamente assim. Cheio de comentários curtos e irrelevantes sobre milhões de coisas igualmente sem importância. Pra isso serve o twitter, eu sei, mas melhor escrever do que não escrever.
  • Eu achava que não tinha grandes preconceitos musicais. Mas tenho. Descobri isso quando praticamente desejei que um raio caísse na cabeça do garoto de boné para trás que colocou funk no último volume dentro de um ônibus abarrotado de gente. Fones de ouvido pra quê?
  • Comprei o livro mais caro da minha vida. O que me faz pensar na hipocrisia de dizer  que o povo brasileiro não lê e vender um livro por mais de sessenta reais. Comprei porque era sobre Caio Fernando Abreu, cheio de fotos lindas e cartas dele. Não me arrependo nem por um segundo, afinal trata-se de Para sempre teu, Caio F. Mas fica a crítica. 
  • Tenho três entrevistas, uma apresentação de trabalho e uma prova na semana que vem. Odeio sofrer por antecipação, mas já posso dizer que, sim, não vou ser a pessoa mais alegre desse mundo. Depois reclamam que eu reclamo. Detesto ficar lamentando, mas alivia de certa forma.
  • Estou assistindo milhões de séries. Comecei Being Erica e a identificação me assustou. Erica é praticamente uma Felicity aos 32. Apresentei para mamãe e assistimos 6 episódios numa sentada. Outra descoberta tardia foi Community! Que série extraordinária, cheia de referências pop, inteligente, engraçadíssima, ultra nerd e repleta de episódios épicos. Nem vou falar muito porque estou preparando o post sobre as 10 séries favoritas, meme indicado pela fofa da . Por hoje, recomendo horrores essas duas.
  • Faz tempo que não assisto filminhos. O último visto foi Rio, no cinema. Achei um docinho! Ando com preguiça de ver filmes, por causa dos inúmeros episódios de seriados, mas pretendo retomar o tempo perdido. Talvez o próximo seja Piaf, o filme que deu o Oscar pra uma das maiores divas do cinema atual, Marion Cottilard.
  • Os últimos livros lidos foram Longe é um lugar que não existe, o presente da Aninha e A vida secreta das abelhas. Gostei muito de ambos, mas o segundo não me cativou completamente. O primeiro, ao contrário, além da história impressa nas páginas tem toda uma história fora dela. Impossível não favoritar.
  • Fase atual meio preguiçosa. Sem aquela vontade de sair. Geralmente é um churrasquinho, festa do pijama, movie night, shopping e saídas a la Gilmore Girls - sabe quando a gente sai só pra comer e falar um monte? Então! Anteontem, por exemplo, Giovanna e eu fomos comprar o presente de mamãe e nos acabamos em comida árabe. Que eu incrementei com o melhor tempero do mundo: mostarda!
  • Espero ter tempo em breve e escrever mais cartinhas da #máfiadascartas. Tenho recebido tanta coisa linda pelo correio! Dá vontade de terminar de ler e pegar a caneta, mas tem sempre um trabalho, um livro, uma distração! Preciso me organizar melhor.
  • Tô de saco cheio de fazer inglês na Wizard. Sério. Que saudades da Fisk! Menos tarefas, aprendizado maior, mais perto de casa. Só mudei pra lá por causa do estágio e não sei se aguento mais um semestre.
  • Você me perdoam pelos comentários atrasados? Não apareço no blog de ninguém há séculos e só Deus sabe o quanto eu odeio isso. Prometo que vou arranjar um dia só pra isso e me redimir. 
Pra terminar esse post totalmente randômico, criei um formulário com questões sobre o blog e adoraria que vocês todos - especialmente o leitor-fantasma que nunca dá um "oi" nos comentários-respondessem: FORMULÁRIO SUPIMPINHA :)

Love, Tary

quinta-feira, 31 de março de 2011

3 coisas que me aquecem o coração

Livros, livros, livros

Apreciar a natureza

Receber cartinhas das blogueiras fofas!


Mais no meu flickr (:
Love, Tary

sábado, 26 de março de 2011

Minha nada mole vida

Sempre que me perguntam qual gênero de filme mais se encaixa na minha vida, respondo sem nem pestanejar: dramédia. E acho que todas as vidas são um pouco assim. Impossível viver o tempo todo dentro de uma comédia pastelão, ou mesmo repleta de sarcasmo inglês. Assim como seria um saco se a vida fosse um episódio gigante de Felicity. Sabe, o Ben sempre será minha crush adolescente favorita e sempre defenderei essa série alucinadamente, só que a protagonista se ferrava um pouquinho em cada um dos episódios e não vamos negar que esse não é bem nosso sonho de consumo.

Essa semana exemplifica tudo muito bem. Comecei minha segunda-feira com aquela tristeza sorrateira que chega aos pouquinhos e faz um estrago danado se não se faz nada a respeito. Depois de cumprida a rotina do dia - ando meio cansada dela, pra ser honesta -,  cheguei em casa com Adele nos fones de ouvido e a certeza de que essa mulher canta minha trilha sonora. Foi aí que uma coisa me animou completamente: minha câmera nova chegou! Sabe aquela sensação de se esforçar tanto pra comprar alguma coisa e conseguir? Pois multiplique isso por 10! Óbvio que estou feito besta tirando foto de tudo o que vejo pela frente. Quero até criar um flickr e fazer um daqueles projetos bacanas de tirar uma foto por dia, no ano que vem. 

Vamos pular terça-feira porque a única coisa interessante nesse dia foi ter descoberto e me apaixonado pelas fotos dessa menina. Então, na quarta, cheguei na faculdade e me dei conta de que tinha anotado uma data errada. Ou seja, era dia de campo de Fotojornalismo e eu teria que arranjar tempo - não sei da onde - pra tirar fotos! Nossa, que correria danada, tive que pedir dispensa do estágio pra dar conta. No fim deu tudo certo e, apesar do amadorismo, até gostei do resultado das fotos com a Luli - sim, eu tenho a mania "Lorelai Gilmore" de dar nome para objetos inanimados, me julguem.

Partindo então pra sexta-feira. Dia fun fun fun que por muito tempo vai ser marcado por essa música vergonha alheia, cantada por uma menina tão manézinha que faz Justin Bieber parecer uma ótima ideia. A sexta começou meio sonolenta, mas a manhã foi bem produtiva com uma entrevista que eu e minha dupla tínhamos marcado. 

Estava tudo bem. Depois foi uma verdadeira epopéia de Vasco da Gama. Eu precisava ir ao banco e fui me guiando por uma torre de televisão. Primeiro que ir a pé foi uma ideia idiota. Muito idiota. Idiota até para os meus parâmetros. A torre parecia miragem, ficava cada vez mais longe e o sol fervendo na minha cabeça completava perfeitamente a atmosfera de deserto. Cara, vocês não fazem ideia do quanto eu andei. Minha rasteirinha, coitada, até adquiriu o formato do pé. E pra completar, quando finalmente cheguei ao banco - depois de ter pegado um caminho errado -, a mulher me disse que precisava de cópias dos meus documentos! Ok. Voltei com os documentos, entreguei tudo certinho e ela: "Ah, moça, você sabe que vai ter que voltar de novo em abril, né?". Epopéia sem fim!

Só sei que estava tão passada, mas tão passada que ao sair do trabalho à noite, ouvi o barulho do ônibus vindo no escuro e já fui acenando que nem maluca, louca pra ir embora. Olhei e era um caminhão do Guaraná Antarctica. 


Love, Tary