Quando criança, gosto do som de seu nome e canto “Exagerado” num karaokê. Tempos mais tarde, assisto ao filme que retrata sua vida e me emociono com suas dores. Leio “Só as mães são felizes” e choro baixinho pensando nas injustiças e sofrimentos que teve de suportar. Vejo todos os DVDs, vídeos, fotos e me admiro cada vez mais com sua beleza, talento e carisma. Escrevo a primeira reportagem da minha vida a seu respeito. Sonho em ir à Sociedade Viva Cazuza e conhecer Lucinha Araújo. Viro as páginas de “Preciso dizer que te amo” e não me canso de reler suas canções, encontrar fotografias incríveis em preto & branco, conhecer seu processo criativo. Escuto suas músicas todos os dias da minha vida, me impressionando com cada construção, cada figura de linguagem, cada som, cada verdade, como se estivesse ouvindo tudo pela primeira vez. Fico encantada com suas poesias musicadas, com seu jeito desbocado e com sua coragem. E neste dia, 20 anos depois de ter ido brilhar em outro lugar, preciso dizer que te amo...
Um dia Cazuza definiu Cartola, seu grande ídolo, da mesma forma que hoje eu o defino:
Cazuza não existiu, foi um sonho que a gente teve...
Peço desculpas pelo post curto e não muito bem escrito. Eu queria que quando falasse de Cazuza, fosse de uma maneira perfeita, mas eu estava muito emocionada ao escrever e acho muito difícil falar do que amo. Além disso, estou chocada e tristíssima porque Ezequiel Neves, produtor musical e grande amigo de Cazuza, a quem este chamava carinhosamente de avô, faleceu hoje, exatamente 20 anos após a morte do Poeta.
Love, Tary


